Dizem que ser mulher é lindo e maravilhoso mas eu cá tenho de discordar. Começa pelo facto de a mãe natureza achar que merecemos ter a menstruação e as dores inerentes. E se temos a menstruação quer dizer que podemos ficar... grávidas! Tchanm! O estado de graça com muito pouca graça. Nos primeiros três meses, no mínimo, são os enjoos. Depois a barriga fica enorme, ficamos com dores de costas, passamos a dormir em posições demasiado estranhas e o diabo a quatro. Lá vem o parto. Deve doer como o caraças mas a criança está finalmente cá fora. E depois começam as dores de cabeça. Ai Jesus, que o miúdo só chora. Ai, que não me deixa dormir. Ai, que ele não come. Ai, que come demasiado e pode ficar gordo. Ai, que passa muito tempo em casa agarrado ao computador. Ai, que finalmente saiu de casa. E agora? Será que dorme? Será que come? Eu devia era passar por lá. Não, não, eu devia era ir viver para lá. Conformamo-nos que o bebé fofinho de outrora é agora maior e vacinado e percebemos que estamos velhas. E veem as rugas. E a pele que está super flácida. E agora que temos o tempo para ler os livros que queríamos ler enquanto o puto chorava não nos apetece porque a Fátima Lopes e Júlia Pinheiro parecem muito mais apelativas. E no meio disto tudo é ir conciliando a vida profissional e pessoal e rezar para que a criança que criámos não seja um delinquente.
E mesmo assim há lá coisa mais bonita no mundo que uma mulher? Eu acho que não!
Sem comentários:
Enviar um comentário