Querido diário,
Decidi fazer direta. Eram 6:30 da matina quando o meu pai acordou e eu fingi que estava a dormir enquanto ouvia uma música qualquer a roçar o muito-muito mau. Papai foi-se embora para o trabalho e eu senti que a minha primeira missão do dia (não ser apanhada acordada àquelas horas) estava cumprida. Mais uma horinha e foi a altura de excelentíssima mãe acordar. Abre a porta do meu quarto para usar o meu espelho, que ela diz que é melhor que o dela, e vê-me agarrada ao ipad. Arranjo uma desculpa qualquer para já estar acordada sem ter de usar as palavras "noite toda acordada" e "direta".  De qualquer forma a minha mãe viu-me acordada e eu perdi o jogo onde só jogava eu. Levanto o rabo da cama e vou comer, que era basicamente o que eu queria fazer desde as duas da manhã mas não tinha feito para não acordar os progenitores. Volto para a cama como se fosse uma doente confinada a um quarto hospitalar. Volto a ligar a televisão que se desligou por volta das 5h, altura em que me levantei para fechar a porta do quarto não fossem os meus pais acordar e verem-me acordada. Ligo a televisão mas desta vez com volume, que isto esteve em mute a noite toda. Vejo dois ou três episódios de uma série qualquer que nem sequer conheço mas que até parece porreira e que tem um ator chamado Ice T e foi criada pelo senhor Dick Wolf. (Pois...) Eram cerca das 11 horas quando eu achei que era uma boa altura para dormir (se eu tivesse 1 ano isto era chamado a sesta da manhã). Acordei pelas três da tarde para ir almoçar uma lasanha do Pingo Doce, mesmo a condizer com o o meu esforço de ser saudável e ter comido um iogurte cremoso da Danone com sementes de passarinho (Chia, by the way) para a primeira refeição do dia. Enjoo só com o cheiro da lasanha no microondas mas lá faço o grande sacrifício (uiiii enorme!) de a comer. Acabo de almoçar às 17h (demorei cerca de duas horas para comer justificadas pelas recorrentes passagens pela blogosfera), altura em que começou um novo episódio de uma série mais velha que eu dos morangos com açúcar num canal por cabo onde o Dino (nem sei o nome dele) ainda era vivo e a Sara Prata tinha um ar meio duvidoso. A minha mãe deve estar quase a chegar e vou ouvir o sermão de Santa Mãe aos Peixes (leia-se a mim) por não ter feito rigorosamente nada o dia inteiro. 

O dia ainda nem acabou e isto tem sido uma montanha russa de emoções com tantas atividades divertidas que uma rapariga no pico da adolescência faz em férias. Espero ansiosamente pela noite para sair e ir até a uma discoteca ouvir música muito alta, que é como quem diz meter os fones nos ouvidos. 

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Entretanto chegou a minha mãe, ouvi o discurso e fui dobrar meias, essa tarefa linda e maravilhosa que a minha mãe delega-me sempre a mim tal não é a diversão que é. Acho que me enganei a separar alguns pares de meias meus e da minha mãe mas calçamos o mesmo número, não deve haver problemas.

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